TJSC serve de berço para criação da Escola Judicial da América Latina |
A Escola Judicial da América Latina (Ejal) já é uma realidade. Seu lançamento ocorreu neste final de tarde (15/4), no auditório do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em Florianópolis, por ocasião do encerramento do Encontro Nacional de Capacitação Judicial. “Em um mundo globalizado como o nosso, com tantos exemplos de intercâmbio entre nações nas áreas econômica, social e cultural, chegou o momento de promover a integração do direito entre seus operadores, no âmbito da América Latina”, anunciou a corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, na presidência da mesa de honra, ladeada por colegas ministros integrantes de cortes supremas latino-americanas.
A integração do Judiciário, acrescentou, se dará pelo campo da educação. “Os contínuos avanços tecnológicos tornam o mundo cada vez menor; o Poder Judiciário precisa se aproximar e ter maior convivência com os demais países”, justificou a ministra. O juiz Luiz Paulino Mora Mora, presidente da Suprema Corte da Costa Rica, demonstrou também sua satisfação em testemunhar o surgimento de mais um instrumento de aproximação entre os povos latinos. “Estamos avançando fronteiras e construindo pontes capazes de, através de trabalho coletivo, buscar soluções comuns para problemas comuns”, declarou Mora Mora.
Conselheiro do CNJ, o ministro Ives Gandra, coordenador científico do Encontro Nacional de Capacitação Judicial, assinalou as vantagens da nova instituição de ensino. “Através do ensino a distância, com baixo custo e muita qualidade, poderemos atingir magistrados de todo o continente, em cursos de capacitação e aperfeiçoamento”, disse. A perspectiva inicial é poder oferecer cursos com a participação de até 3 mil magistrados conectados e intercambiando informações entre si e o corpo docente. Sua primeira sede, no Brasil, ficará no Rio de Janeiro.