AMB apoia criação de Escola Judicial de Integração da América Latina |
AMB apoia criação de Escola Judicial de Integração da América Latina
Bianca Nascimento
Na manhã desta quinta-feira (10), o presidente da AMB, Nelson Calandra, recebeu o presidente da Rede Latino Americana de Juízes (Redelaj), José Eduardo Resende Chaves Júnior, e o desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), José Sebastião Fagundes Cunha. Os magistrados pediram apoio da entidade na criação da Escola Judicial de Integração da América Latina, que deve ser inaugurada no próximo dia 30 de março.
Fagundes Cunha será diretor-geral da Escola idealizada de acordo com a proposta do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, e da presidente da República, Dilma Rousseff, de promoção do aperfeiçoamento e da formação com foco em temas relacionados à segurança pública e ao desenvolvimento social.
Na oportunidade semeamos a ideia de imediata implantação da Escola da Magistratura do Mercosul, em Foz do Iguaçu, com apoio institucional do Poder Judiciário do Estado do Paraná. Entendemos que Foz do Iguaçu é o local adequado, quer por se tratar da tríplice fronteira da Argentina, Brasil e Paraguai, local onde, recentemente, o Poder Executivo criou a Universidade da América Latina. A implantação da Escola da Magistratura do Mercosul em Foz do Iguaçu, entendemos, seria um primeiro paço para a implantação da Escola da Magistratura da América Latina.
Segundo o presidente da Redelaj, o apoio institucional da AMB será fundamental, principalmente em relação à disseminação do projeto de ensino à distância. Para José Eduardo, a Associação é a maior de magistrados do mundo. “A nossa ideia é trabalhar pela internet, assim como a ENM [Escola Nacional da Magistratura], que tem defendido a modalidade em seus novos projetos”, explicou.
Durante o encontro, Calandra disse que a AMB vai oferecer todo o suporte necessário. “As portas estão abertas. Seria interessante pensarmos em cursos para formar formadores, inclusive, na comunidade, em termos de Direitos Humanos. O Brasil é líder em ações sociais. Isso pode ser exportado”, sugeriu.
Também acompanhou a reunião, a vice-presidente de Direitos Humanos, Renata Gil. Para ela, o Judiciário brasileiro, por ser uma referência para vários países do continente, acaba por ser mais cobrado pelo seu desempenho. “A gente é avaliado, mas não nos preparamos. Temos que observar os tratados da ONU [Organização das Nações Unidas], por exemplo”, ponderou.
Integração
A Escola da América Latina será implantada em Foz do Iguaçu (PR), com o apoio do Poder Judiciário do Paraná. A região foi escolhida estrategicamente por se tratar da tríplice fronteira da Argentina, Brasil e Paraguai, local em que foi inaugurada, recentemente, a Universidade da América Latina. O objetivo é facilitar a integração dos Magistrados dos países do continente.