COLÔNIA DE GUARATUBA
Des. Frederico Matos Guedes
Antonio Franco Ferreira da Costa, desembargador e
presidente da Associação dos Magistrados do Paraná em 1966,
numa demonstração de coragem e visão, decidiu construir um
prédio em Guaratuba, para os magistrados e seus familiares
usufruíram do balneário, nas férias. No começo, com a obra ainda
inacabada, alguns juízes dispostos passaram, com suas famílias, a
ocupar o imóvel, mesmo com instalações ainda precárias.
As acomodações eram deficitárias: não havia cozinha,
apenas uma pia com água corrente.
Ainda assim, as famílias pioneiras, lideradas pelos
"desbravadores" Jaime Munhoz Gonçalves, Lauro Lima Lopes, Luiz
José Perrotti e outros que não me lembro, decidiram desfrutar da
Colônia.
Comíamos "de marmita". Cada semana, um se
encarregava de juntar as marmitas, ir até o restaurante da colônia do
Bamerindus, buscar o almoço e o jantar.
Lauro Lima Lopes também gostava de trazer barras de
gelo para resfriar as bebidas. As senhoras, com a maior boa
vontade e disposição, formavam a fila para a lavagem da louca, após
as refeições.
Os apartamentos ficavam na parte de cima e me lembro,
a escada ainda não estava pronta, dificultando a subida,
pisava-se em caliça, cimento e areia.
Naquele tempo os apartamentos de frente para o mar eram
os preferidos, pela brisa que vinha das águas, diminuindo o calor.
Às vezes faltava água, e lá iam os abnegados Jaime
Gonçalves e Lauro Lima Lopes, providenciar o conserto da bomba de
recalque, que era uma verdadeira "bomba". A água potável
era colhida na fonte da Santa.
E assim passavam os dias e as noites, com o pessoal
sempre alegre e feliz, numa convivência familiar bastante unida.
Quem hoje freqüenta a Associação dos Magistrados
(AMAPAR), em sua colônia de férias de Guaratuba,não pode avaliar
o que foram os primeiros tempos.
Mas, valeu a pena!